sábado, 3 de abril de 2010

A linhagem violenta

É comum as trilha-sonoras somarem-se ao mérito próprio dos filmes, engrandecendo-os. Frequentemente, constituem-se em ítens de consumo independentes. Em Keoma, entretanto, película e trilha-sonora estabelecem um tipo de simbiose raramente encontrado: um funciona só em presença do outro. E funcionam muito bem, tornando esse exemplar do gênero western-spaghetti um cult. Prova disso é esse post, escrito passados mais de 30 anos de lançamento do filme e vários comentários apaixonados encontrados na internet.

Composta pelos irmãos Guido e Maurizio de Angelis, a trilha-sonora de Keoma constitui-se numa suíte, uma variação em torno de um tema. Basicamente, ela substitui os diálogos e a história do filme é contada por meio de imagens e música, principalmente. Viola, órgão e gaita são orquestrados com um vocal feminino ou gutural masculino ou dueto, risíveis em outro contexto, mas que impregnam todo o filme com uma sensação de solidão e agridez do western selvagem.



De safra recente, destaco o excelente Appaloosa do diretor estreante Ed Harris. Todos elementos característicos do western estão presentes nesse filme que conta também com a atuação primorosa de todo elenco, bons diálogos e uma história senão surpreendente, ao menos muito bem urdida. Para os amantes do gênero é um filme para não perder.

Um comentário:

Alberto Bilac disse...

Caros do Blog,

Leiam mais um capítulo da série A Idade das Trevas, no blog http://terragoyazes.zip.net. No ar e na rede: Daniel Dantas como modelo de empreendedorismo e de como os oligarcas tucanos saquearam o Estado!