domingo, 6 de dezembro de 2009

Pensando verde

Há quarenta anos os cientistas nos alertam para os riscos a que está sujeito o equilíbrio climático mundial devido ao modelo econômico predatório de recursos naturais das sociedades industrializadas. Por mais de uma década esses alertas resultaram em pouca ação governamental, servindo somente para fazer surgir os primeiros grupos ecologistas e a tomada de consciência da população para a finitude dos recursos naturais e a necessidade de utilizá-los eficazmente. Em 1992, no encontro da ONU para questões climáticas no Rio de Janeiro, chefes de estados de todo o mundo assinaram um acordo estabelecendo diretizes mínimas para redução da emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Os EUA, entretanto, na condição de maior estado poluidor e não-signatário desse compromisso provocou, com sua ausência, subtração de força das decisões tomadas no ECO-Rio. A regulamentação do mercado de créditos de carbono foi a solução alternativa adotada para resolver o impasse na questão climática. Por meio desse, é devolvido às potências poluidoras o poder de ditar o rítimo de desaceleração industrial por meio de vergonhosos leilões de "permissões para poluir" com países pobres e em desenvolvimento. Hoje, os alertas são que o tempo se esgota e é necessário uma drástica mudança nos hábitos de consumo das pujantes economias mundiais para nos livrar de iminentes catástrofes climáticas. Note-se, entretanto, que nem os EUA nem as principais nações européias contam em seus cargos de direção máximos com representantes de políticas ambientalistas.

Por outro lado, no Brasil, o rítimo de desmatamento da região amazônica vêm sendo reduzido ano-a-ano e o governo brasileiro prepara-se para apresentar em encontro de ministros do meio-ambiente em Copenhague uma arrojada meta, assumida voluntariamente, para redução da emissão de gases poluentes. Recentemente, em ação conjunta dos ministérios do Meio-Ambiente e Agricultura, foram estabelecidas políticas para proteção de terras e águas contra a agricultura intensiva da cana-de-açucar, o que provocou declarações hidrófobas do desequilibrado governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli. Faz-se necessário, pois, reafirmar o papel do Presidente Lula de grande fiador das políticas ambientais postas em prática em seu governo, originarias no seio do Partido dos Trabalhadores e implementadas nas gestões PeTistas de Marina Silva e Carlos Minc. A Sen. Marina, entrentanto, talvez com a honesta intenção de trazer maior visibilidade pra questão ambiental me parece cometer um grande erro em se filiando ao PV para lançar-se candidata à presidente da república. Com essa decisão, a Senadora presta ao papel de dividir os segmentos progressistas da sociedade brasileira que precisa de maioria para governar. A sua atuação por quase 6 anos à frente do ministério do Meio-Ambiente comprova que há muitos espaços para políticas ambientais no PT. É preciso ter claro, entretanto, que é o bicho-homem quem conta com a proteção privilegiada do estado brasileiro e isso se realiza somente com oferta de emprego e energia.

Há no poder municipal, entretanto, muito espaço para realização de políticas ambientais. É o município a primeira instância de poder e a mais adequada, na minha opinião, para implantação de soluções que iniciam na defesa do ser humano e se estendem para proteção de outras espécies e recursos naturais. Penso que cabe ao Ministério das Cidades o papel de promover a idéia de cidade ecológica e a criação de leis que obriguem o poder municipal a cumprir esse conceito. Parece-me disperdício de recursos, portanto, o continuar de políticas ecologistas que garantem pouco mais que o sequestro da região amazônica sob a ameaça de desmatamento. É necessário, ao contrário, exportar o modelo ecológico para que cada cidade e região brasileiros possam promover o desenvolvimento ecologicamente sustentável.

Em Manaus, especificamente, uma metrópole de quase dois milhões de habitantes às margens do maior rio do mundo, todo resíduo de esgoto é desaguado sem tratamento nos igarapés que desaguam no Rio Amazonas, tornando impróprios para banho e exploração turística todo igarapé da cidade e a praia da ponta-negra. Pode-se supor que noventa por cento da população da cidade mais ecologicamente cobiçada do mundo passa os dias no asfalto sem acesso ao lazer como aqueles dos igarapés de quarenta anos atrás.

domingo, 6 de setembro de 2009

DISCURSO DE INDEPENDENCIA, 2009

Pronunciamento à nação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em cadeia nacional de rádio e
televisão, por ocasião do 187º aniversário da Independência do Brasil
Brasília-DF, 06 de setembro de 2009


domingo, 30 de agosto de 2009

Senador Mercadante

Felicito sua atitude de confiança no partido e no governo atendendo o pedido do Presidente Berzoini e do Presidente Lula de não renunciar à liderança do governo no Senado. Considerei certa a decisão tomada.

Sou da opinião que foi certo também o PT emprestar poder político à José Sarney no conselho de ética. Os crimes de que ele é acusado remontam de 15 anos atrás e são de responsabilidade conjunta da maioria dos que o denunciam, incluídos Arthur Virgílio, Heráclito Fortes, Agripino Maia, Marconi Perillo e até Eduardo Suplicy, envolvido como beneficiario de ato secreto do senado na emissão de passagem aérea prá namorada. Fiquei feliz em não ver teu nome envolvido nesses escândalos. Com tais acusadores, era óbvia a intenção única da oposição de ganhar no tapetão a cadeira de presidente do senado para sabotar o governo Lula fazendo a crise nos atingir em cheio, provocando miséria e criando assim a matéria-prima de que necessitam prás suas pretenções eleitorais em 2010. Não é de ética que tratam nossos adversários políticos porquanto suas principais lideranças dela abusam sem pudor, como o foi o compromisso fajuto de José Serra em manter-se na prefeitura de SP, FHC e a filha funcionária-fantasma do senado ou Tasso Jereissati e o irmão favorecido na privatização da Telebrás, em leilão corrompido pela intermediação indevida do governo, vendida com ágio zero e financiado pelo BNDES.

Restou ao PIG, ao final da crise Sarney eleger o PT como o último bastião da ética e tu mesmo como fiel representante desta, visto o quanto decepcionaram alucinados, destilando veneno antes de partirem prá próxima armação. Puseram na conta do PT toda responsabilidade da questão ética contanto atingisse somente José Sarney, sabidos o quanto essa bandeira nos é cara mas esquecendo-se, porém, que não é a única. Ao PIG importa, finalmente, somente apresentar o PT como culpados, mesmo quando desmentidos pelos fatos, enquanto omitindo todo descalabro da direita. Exemplo: Trabalhador do MST é fuzilado pelas costas em ação da brigada militar tucana no RS e o PIG finge que não vê.

Avizinha-se o embate em defesa do patrimônio público do petróleo no pré-sal. José Serra declarou-se já favorável à maior participação estrangeira nesse tesouro e diz que poderá reverter por medida provisória o plano de exploração do governo Lula, o qual estabelece a destinação prioritária dos lucros com a exploração, transporte, refino e comercialização do petróleo para a educação, ciência e tecnologia. Conto ver cada um dos Senadores de esquerda e desenvolvimentistas em defesa intransigente e empenho e atenção máximas na salva-guarda do nosso patrimônio. Segundo denuncía Paulo Henrique Amorim, senadores tucanos partiram já pro exterior para negociar com companhia de petróleo estrangeira maior participação nos leilões de petróleo, em troca de serviços de busca e produção de provas contra a Petrobrás e a gestão PeTista para serem usadas na CPI lesa-pátria da PetrobraX. Isso é traição, segundo me parece, e atitude que exige dos senhores Senadores imediata interpelação em plenário.

Tenho apontado o feliz exemplo do verdadeiro discurso PeTista que é esta tua entrevista ao 'Jogo do Poder'. Concordo com a maioria do que dizes e no que é essencial, e as discordâncias as confio ao forúm adequado da democracia partidária e a democracia universal.

sábado, 22 de agosto de 2009

Democracia é outra coisa

Em 1964, uma parcela minoriataria da sociedade brasileira, relacionada hoje ao partido DEM, pediu e foi atendida com um golpe civil-militar que depôs do poder um presidente da república eleito por voto direto. Dentre os que o executaram constavam aqueles que haviam jurado defender as leis e coibir o abuso de poder mas que, ainda assim, não hesitaram em fazer impor ao 'povo ignorante' suas verdades por meio de violência. O que foi feito ao Brasil, então, sob a batuta desses 'sábios superiores aos concensos'? Ao final de 20 anos de hiáto democrático, haviam aumentado o endividamento público, a miséria e a desigualdade social.

É recorrente que um grupo minoritário apele à contravenção para impor sua opinião sobre a das massas conquanto tenham em seu poder, canal para reverberar suas idéias e fazer calar os discordantes. Esse canal era a globo em 64 e é hoje o PIG, capitaneado pelo grupo Civita da revista veja, associado à bando branco sul-africano do bom-viver e das benesses do Apartheid. É esse grupo que se propõe querer pautar o embate político brasileiro e são os mesmos que só ao fim de árdua luta abdicam de confiscar direitos fundamentais, como o direito de voto de negros, mulheres, índios e analfabetos, como se fossem estes incapazes de escolher o que é melhor para si mesmos.

Apesar de apoiadas, as políticas do governo Lula por 80% da população brasileira, é justamente a opinião contrária dos barões da mídia e do grande-capital, minoritárias, que nos é imposta diariamente. Desqualificam o programa bolsa-família, chamando-no de esmola e exigem contrapartidas para justificar a manutenção dessa política de segurança alimentar que beneficia com, no máximo, 1/4 de salário mínimo, famílias comprovadamente necessitadas; negam apoio aos programa de valorização do salário-mínimo, do funcionalismo público, da construção de moradias populares, das cotas raciais, da demarcação de terras indígenas e as obras do PAC, alavancadas com recursos da empresa estatal nacional Petrobrás, vítima agora de sabotagem na CPI do Lesa-Pátria.

Percebem, certamente, as elites, que o aprofundamento da democracia e o consequente atendimento prioritário das demandas populares representa, pra si, ameaça à acumulação de benefícios. Será inevitável, nesse contexto, a perda de captação facilitada dos recursos públicos, como era de péssimo costume, para financiamento de empreendimentos privados, nos quais o estado assumia os riscos e os custos. Daí a necessidade, portanto, de negar poder político, por meio de voto, aos concentradores de poder econômico, como o milionário cearense Tasso Jereissati, pois ninguém propõe contra si mesmo e esse não pode ser tomado, seriamente falando, como representante de uma maioria de pobres e remediados.

A democracia é descrita em cláusula pétrea na Constituição Federal Brasileira como o poder exercido pelo povo por meio de voto direto, universal e periódico e defendida pelo estado contra a ação do poder econômico. Fazendo jús à inclinação democratica da carta magna, declaremos, pois, negado reconhecimento ao regime constituído em Honduras por golpe militar de 28 de junho e aceitemos o exemplo democratico venezuelano, visto a maciça aprovação popular ao regime de Hugo Chavez nos inúmeros plebicitos que lá houveram.

domingo, 9 de agosto de 2009

O Pré-Sal

Se em nada mais concordarmos, a Esquerda e a Direita devemos concordar ao menos no que significa a descoberta de petróleo no pré-sal para a nação brasileira. No cenário mais otimista, teremos recursos financeiros suficientes para eliminar de vez a fome, a miséria, o analfabetismo funcional e ascendemos como nação para um estado de bem-estar social de primeiro-mundo. Que todos segmentos sociais organizados, partidos políticos, organizações e autoridades apresentem, então, seus dados, porque esse debate é de interesse público.

A Constituição Federal Brasileira em TÍTULO III, CAPÍTULO II, Art. 20, Inciso IX, declara-se que:

"São bens da União os recursos minerais, inclusive os do subsolo".

Em outras palavras: Petróleo, metais ou algo mais que haja ainda a ser descoberto no subsolo brasileiro será explorado em benefício do povo, a quem pertence por direito, enquanto não prescrito o direito de propriedade. Muitos requerem, com razão, a extenção desse sistema de proteção às florestas brasileiras, ditas o pulmão do mundo em todo o mundo.

A história, no entanto, é escassa em casos de ascenção social conjunta dos cidadãos da base da pirâmide social brasileira. O que há sobre a terra e já foi descoberto é propriedade de uma camada, agora cada vez maior, de uns poucos. Resta ainda uma avassaladora dívida histórica com o Irmão-miserável e com a Constituição Federal no capítulo dos direitos fundamentais, passível de quitação integral agora com a descoberta desse tesouro pré-cambriano na região do pré-sal brasileiro, para a exploração do qual detemos tecnologia nacional de ponta.

Todos vão concordar que o povo não pode perder mais essa oportunidade histórica. A história brasileira é pródiga em oportunidades perdidas: O ciclo da borracha, do café, a possibilidade perdida com a aviação pioneira de Santos Dumont, a riqueza privatizada com a CSN, a Vale do Rio Doce, o Sistema Eletrobrás... O Brasil é um país rico em recursos naturais de valor inegociável e todos sabemos disso.

Aconteceu no governo de um cidadão nordestino, ex-flagelado da seca e imigrante, o Presidente Lula e seu vice, Presidente José de Alencar, nascido de família classe-média, que pela primeira vez na história deste país experimentamos uma melhoria simultânea nas condições de vida fundamentais de uma parcela significativa da população. Calhou que é nesse governo também que se inicia o debate sobre a descoberta de um bem de valor econômico potencial suficiente, de acordo com indicativos técnicos, para fazer ascender de uma só vez toda base da pirâmide.

A proposta do governo Lula trata da destinação, por força de lei, da maior parte do lucro auferido com a exploração econômica do petróleo no pré-sal para financiar saúde e educação públicos e de qualidade. Essa proposta caiu, no entanto, nos ouvidos moucos da mídia e das elites econômicas, mais ocupadas em fazer reverberar as baixarias e caça às bruxas no senado, a CPI Lesa-Pátria da Petrobrás e de insinuar, ad infinitum, a incapacidade administrativa do estado brasileiro em gerenciar o patrimônio nacional e fazer maximizar os lucros.

O debate sobre o pré-sal deveria estar ocorrendo agora em todos parlamentos do Brasil mas subtraído está do conhecimento do povo por obra do PIG e da oposição demotucana, sob quaisquer pretextos menos relevantes aos interesses públicos imediatos que este. Penso o contrário: Só este debate importa agora. Todo o resto é secundário.

sábado, 1 de agosto de 2009

Dê uma chance a paz

Sempre questionei o célebre truísmo que futebol, politica e religião não se discute. Exceto o primeiro que só pros mais ignorantes pode tem dimensão maior que puro prazer, penso que é preciso debater os outros dois temas, com espírito de paz e respeito. É essa a intenção deste post, dedicado especialmente aos meus dois amigos assumidamente tucanos.

Prossigo, confessando, que considero o plano Real o mais bem concebido plano econômico de combate à inflação recentemente experimentado no Brasil, vitorioso no combate à inflação-inercial e só. É no reconhecimento de seu único acerto e já apontando para o cenário de estagflação que ao final do mandato FHC indicava sua falência, que espero contribuir com esse debate. Não considero dignas, por óbvio, a imputação de responsabilidade à Lula e ao PT, que nem haviam ainda assumido o poder, pelos sintomas econômicos sofridos na sociedade brasileira naqueles dias de transição, os quais os credito ao governo FHC, a quem são devidos.

Para a massa majoritária na base da pirâmide social, aumentada ao final de 2002, vivendo uma década num cenário econômico caracterizado pela informalidade, desemprego e miséria, o plano Real teve pouco ou nenhum efeito sobre suas condições, tornando-se mesmo agravadas, o que provocou, é justo admitir, o iniciar de políticas de segurança alimentar, denominadas pelos próprios tucanos de bolsa-esmola.

O plano Real foi ganho, mesmo, prá classe média, para quem os efeitos da inflação eram especialmente severos, mas sob um custo compartilhado com toda base da pirâmide: A transferência do patrimônio nacional prás elites nas formas de capital do tesouro, ativos do estado e propriedade intelectual, e, principalmente, a perda do capital humano brasileiro prá miséria, violência e morte. Esse último custo ainda ocorre nas contas do atual governo, e vem decrescendo, e é a variável a zerar para que se possa declarar a vitória do povo brasileiro contra a pobreza. O governo Lula é então, portanto, vitorioso até aqui nesse quesito, enquanto o governo FHC não o foi.

Que reconhecam, pois, também, os democratas e social-democratas que é hora de se afastar e deixar essa nova e vitoriosa dinâmica popular ser exercida sem sabotagem. Não corremos risco maior que as catástrofes já sofridas por séculos, sob experiências de todos outros modelos político-econômicos, o neo-liberal incluído.

sábado, 25 de julho de 2009

Heavy Metal Maniac

Sonzeira do Holy Dragons, em russo!

Todo mundo cantando junto agora!

1. Kto s dorogi ne svernet, vsem smertyam nazlo,
Kto ne drognet v sudnyj chas, pobezhdaya zlo,
Kazhdyj raz vstupaet v boj, ne strashas' pregrad,
Kto sposoben na vragov oprokinut' ad?

Stoit desyati rubak
Hevi metal'nyj man'yak!

P-V: Vmeste my budem krepche stali -
Vam yasno?
Vojskom edinym stanem,
Vojskom uzhasnym.
V Bitvu! I vrag poverzhen!
Budet proklyat v mukah.
Bujstvo stihii slyshu ya
V gitarnyh zvukah!

2. I nikto nam ne ukaz, kak na svete zhit',
Parus podstavlyat' vetram, il' po techeniyu plyt'!
Kazhdyj, kto prishel syuda, stoit desyati,
Esli stal' v tvoej dushe, tebya ne sbit' s puti!

Ty zhe ne prostoj chuvak
Hevi metal'nyj man'yak!

<-- P-V -->

3. Gody metalla
Otnyud' ne proshli
Mozhet, nas malo,
No my sol' zemli...
Vmeste udarim
I stanem sil'ny...
Brat'ya v metalle,
Groma syny!

4. I plevat' emu na vse, chto meshaet zhit',
Vlastelin svoej sud'by, mir mozhet izmenit'!
Esli v zhilah tvoih stal', stan' odnim iz nas,
Esli chesten ty i gord, probil etot chas!

Ty zhe ne prostoj chuvak
Hevi metal'nyj man'yak!

<-- P-V -->

Do mensalão prá cá

Quando do episódio do mensalão federal, parte da militância PeTista, eu incluído, se envergonhou dos atos cometidos pelo voluntarismo da direção partidária. Não que eu, pessoalmente, valorize mais os meios que os fins e saiba perfeitamente, de muito tempo já, como se realizam negócios no congresso federal: Jogo de interesses. Foi assim na aprovação da emenda da reeleição de FHC, antes, durante e depois -ouso dizer que será assim, aqui e em todo o mundo, por muito tempo ainda, tornando-se somente mais controlados, institucionalizados e transparentes como espero ver tornarem-se os lobbies de planos de saúde, tabaco, armas, etc. O PT, no entanto, inovou a forma de realizar transações políticas, como é característica de seu perfil de vanguarda: Negociações em dinheiro vivo advindo de sobras de financiamento de campanha, em torno de demandas de interesse popular. O orçamento federal não foi tornado moeda de troca, como era costume então, nem essas negociatas objetivavam favorecer diretamente o presidente Lula -ao contrário da emenda de reeleição de FHC, nem os interesses de grupos econômicos -como o foram as privatizações, nem o PT. O congresso estava a venda, então, vamos comprá-lo, antes que outros o façam.

Decisão acertada, concluí.

Na econômia da época, não era perceptível ainda a acertada transformação na dinâmica de circulação de capital implementada no governo Lula para combater a situação de descalabro deixada ao final do governo FHC, denominada herança maldita, de cujos resultados constam estes listados a seguir: Aumento do desemprego, do endividamento do estado, da miséria, a transferência do patrimônio do estado para privados e a completa permeabilidade na condução dos destinos da nação aos interesses de grupos econômicos, ocorrendo no limite da irresponsabilidade.

Há, nestes dias, um discurso de que essa desgraça acontecendo por oito anos foi boa afinal e a gente devia estar agradecido...
Discurso forçado esse, hem, pô?!

Não podendo manter pra si os recursos, pois aos olhos da militância, enriquecimento ilícito de PeTistas é crime ainda maior, encareceram-se as campanhas eleitorais e foi realizado o lobby descrito já neste texto -a propósito, se me estiver lendo um auditor fiscal tucano, peço que investigue os dirigentes PeTistas. Não aceitamos em nosso meio aquele assemelhado a casta que há 500 anos impesta o Brasil. A mesma coisa aos auditores PeTistas: Canalhas, de nenhuma espécie, são tolerados.

O segredo de polichinelo, bem classificado, assim, por Ciro Gomes, foi então revelado com grande estardalhaço e vendido pela mídia hipócrita como inédito, mas uma cópia do modelo tucano implementado em Minas Gerais para eleição do governador Azeredo. A histeria se alastrou, qual rastilho de pólvora, em um país ainda em recuperação econômica e a moral da militância foi abalada. Tentou-se, ainda, converter em ganho político o episódio do mensalão com a batalha pela aprovação da reforma política, alicerçada sobre as bandeiras de financiamento público de campanhas eleitorais e voto em lista fechada. Esse assunto não interessa às elites nem ao PIG, e está, ainda, portanto, rejeitado enquanto o povo não se dá conta que é demanda de seu interesse e exige sua aprovação no congresso.

O país, no entanto, hoje é outro...

Realizamos, com sucesso, os primeiros passos no caminho que transportará o Brasil para um estado de bem-estar social que vamos atingir, elegendo, inicialmente, a companheira Dilma Rousseff Presidente do Brasil. Neste contexto, por tudo que foi exposto, convoco a militância PeTista para repudiar a intenção pessonhenta da elite em querer nos tornar responsáveis por José Sarney e assemelhados, que há tempos parasitam o Brasil, afim, SOMENTE, de entregar a presidência do senado para o PSDB. Nunca! Antes Sarney que PSDB, DEM ou outro oposicionista que faça arriscar perder os avanços conquistados com o sangue, suor e lágrimas brasileiros, APENAS, para dar outra chance para os incompetentes demotucanos.

Jamais terão essa chance! Fica Sarney!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Um minuto pros comerciais...

Após um final de mestrado sofrido e empenho de um semestre num projeto que enfim naufragou, confesso que não tinha energia mais pra coisa nenhuma.

Os próximos dias dedicarei somente em ler, literatura somente, e curtir o clima e as praias do Ceará.

A quem interessar possa, segue o link para o texto da dissertação, versão final. O tema é reconhecimento de voz, sub-área da engenharia. É preciso cadastrar-se para fazer o download.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A Petrobras é do povo brasileiro!

Inaugurando a seção amigos e comparsas, posto abaixo um texto de Pedro Amaral, ferrenho defensor da Causa Palestina, como tem que ser! Para saber mais sobre a vilania que é a opressão do estado de Israel sobre o povo palestino, clique aqui.


No último dia 15/05, uma manobra de senadores da oposição logrou a criação da CPI da Petrobras. Desconhece-se, no entanto, qualquer fato novo relativo à empresa que justifique a instalação da CPI, que segundo seus articuladores deveria investigar indícios de irregularidades. Por outro lado, não se ignora que o país vive a expectativa antecipada de um ano eleitoral, para o qual a oposição ao Governo Lula caminha desorientada e sem bandeira; além disso, o Governo Federal prepara-se para apresentar, em breve, proposta de marco regulatório para o setor, à luz das descobertas da camada pré-sal.

Sabemos que interesses poderosos, representados no Congresso por partidos da oposição, defendem que não se altere a legislação vigente, enquanto partidos políticos de esquerda e organizações sociais representativas entendem ser preciso ampliar a democratização dos benefícios relativos à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à exploração dos recursos conhecidos e daqueles que estão por ser descobertos. A Petrobras é uma conquista do povo brasileiro, é fruto do encontro entre os anseios da sociedade por um desenvolvimento autônomo e a visão estratégica de longo prazo de estadistas do passado. Não permitiremos que aqueles que tentaram privatizá-la façam hoje pantomimas para enfraquecê-la, preservando assim os interesses a que estão subordinados, os quais sequer se relacionam com o território e as necessidades da população brasileira.

Nada opomos à transparência relativa ao balanço financeiro da Petrobras e outros temas vinculados ao funcionamento da empresa. Entendemos inclusive ser direito do povo brasileiro o esclarecimento de questões relacionadas à gestão da empresa no período 1995-2002, como sejam a relação entre o Conselho de Administração e grandes transnacionais do petróleo; o processo de privatização de suas subsidiárias; a lei 9.478/97; a venda de ações da empresa na Bolsa de Nova York e o processo de terceirização e precarização das relações de trabalho no âmbito da empresa.

Mais que isso, no entanto, entendemos que o parlamento deve ser o catalizador de um grande debate nacional sobre as possíveis mudanças na Lei do Petróleo, o tamanho da riqueza do pré-sal; a proposta de criação de um fundo soberano de investimento voltado para o atendimento das necessidades do povo brasileiro; e o modelo de gestão da exploração, produção e de transporte, entre outros temas de interesse de milhares de brasileiros e não apenas de um punhado de prepostos de empresas transnacionais, desesperados ante a perspectiva de um ano eleitoral que se anuncia desastroso para suas ambições políticas.

domingo, 7 de junho de 2009

Pudor

Acerca da visibilidade propiciada por post no blog Os Amigos do Presidente Lula, acho mesmo que eu não estava preparado...Talvez eu nunca esteja, então, obrigado querida Helena, pelo empurrãozinho...

Segue abaixo um poema de João Cabral de Melo Neto que descreve bem esse meu sentimento. Agradeço ao primo Pedro Amaral que me apresentou o mundo das palavras. Eu, que odiava análise sintática.

Por que é o mesmo o pudor
de escrever e defecar?
Não há o pudor de comer,
de beber, de incorporar,
e em geral tem mais pudor
quem pede do que quem dá.
Então por que quem escreve,
se escrever é afinal dar,
evita gente por perto
e procura se isolar?

Escrever é estar no extremo
de si mesmo, e quem está
assim se exercendo nessa
nudez, a mais núa que há,
tem pudor de que outros vejam
o que deve haver de esgar,
de tiques, de gestos falhos,
de pouco espetacular
na torta visão de uma alma
no pleno estertor de criar.

domingo, 3 de maio de 2009

O herdeiro feito orfão

Esse é o último post que devo me referir diretamente à herança do PSDB. Sou novo na blogsfera, então, é necessário fazer uma retrospectiva dos últimos anos antes da ascenção do PeTismo como alternativa de poder.

Falarei agora de minha visão do desastre das privatizações: Esse momento da vida brasileira no qual o esforço e impostos de milhões de brasileiros foram transferidos, publicamente incentivados, prá iniciativa privada, fazendo assim fortunas como a de Daniel Dantas.

Havia àquela época, no cargo de procurador-geral, o Sr. Geraldo Brindeiro, conhecido pela alcunha de engavetador-geral da república. O congresso não tinha então, como agora ainda não tem, perfil popular. Culminou que inúmeros eventos dignos de uma CPI que ocorreram foram enterrados sem clamor.

Naqueles anos, esses que hoje se denominam democratas e social-democratas realizaram transferência do patrimônio público sem referendo, sem diálogo com o povo, sem estabelecerem a destinação dos recursos auferidos para solução de quaisquer dos problemas brasileiros. É como se fosse você ou eu, proprietários de empresa deixada à administração de um capataz que a vendeu e perdeu o lucro na ciranda financeira...

O sistema de telefonia brasileiro, àquela época, não era mesmo modelo de referência. O resultado das privatizações, no entanto, não provocou a concorrência. Quantas empresas de telefonia fixa concorrem hoje em qualquer cidade do Brasil? Os custos das assinaturas são exorbitantes e aquelas perdem cada dia mais assinantes para banda-larga e prá telefonia celular que permitem custos acessíveis devido somente à evolução das tecnologias de acesso, que permitem o compartilhamento da banda com maior quantidade de assinantes. Palmas pros Engenheiros e não pros tucanos, portanto.

O CPQD, também, orgulho brasileiro e detentor de inúmeras patentes foi privatizado e qual o resultado em termos de aumento da capacidade de concorrência com empresas estrangeiras, como a estatal espanhola Telefônica, por exemplo? Ainda patinamos no campo dos grandes leilões...

A privatização da Vale é um episódio à parte, realizado à revelia da lei, e para a qual já houve resolução jurídica contrária. Veja diretamente na página da organização "A vale é nossa".

E queriam fazer o mesmo com a Petrobras. Atenção, vou repetir: Queriam fazer o mesmo com a Petrobras!

Porra de ideologia

Pra início, até a ideologia do PSDB é propaganda enganosa. Intitulam-se social-democratas mas até o assistencialismo era terceirizado em seu governo sob o programa 'Comunidade Solidária': Incentivos fiscais concedidos à empresas privadas para as quais o assistencialismo era a melhor opção de investimento naquele cenário do capitalismo brasileiro. A verdadeira bandeira é mesmo, o da gestão, esse conceito vago, natural somente pros contabilistas e as revistas de administração. O que esse pode oferecer como alternativa pro problema do aquecimento global ou da proliferação das armas nucleares? Tomando-se somente o conceito, o melhor que se pode esperar é a administração do caos...

O DEM, ao menos, à exceção de seu nome, pois é golpista desde a manjedoura como UDN ou Arena, é coerente com sua ideologia: Latifúndio, estado-mínimo, livre-iniciativa...Fazem acreditar que o ser humano deixado livre para agir é capaz de produzir riqueza -e migalhas pros vizinhos, diria eu, afinal, é sempre necessário utilizar alguma mão-de-obra semi-escrava. Tomam os EUA como referência. Esse país fora da curva, alçado ao posto de capitão da nave Terra por uma conjunção de fatores dos quais faz parte o acaso, assim como na Roma da antiguidade.

Mesmo o PT haverá de, no futuro, fortalecer as correntes mais ecológicas e distributivas, pois, o trabalho como pilar deverá ser depreciado com a substituição do trabalho humano pelo das máquinas, como ocorre desde a revolução industrial. Em 500 anos, quem sabe, o trabalho humano será quase-totalmente desnecessário e restará aos milhões de desempregados morrer de fome ou revolucionar a distribuição de riqueza mesmo entre aqueles que não a produzem.

Não sei qual ideologia é capaz de conduzir a nave Terra para os anos 3000 e além... Aposto minhas fichas, contudo, naquelas propagadas pelos Mestres Jesus Cristo e John Lennon.

Não! Eu não gosto do PSDB

Não era nada relacionado à ideologia, etc... Sou pragmático, então, não me importaria em viver em uma nação sob uma bandeira de cor diferente se o governo que a empunha realiza justiça social interna e externamente.

O governo FHC, no entanto, fracassou, e quem o diz são os fatos e números: Desemprego acima de 13%, dívida pública explodindo para além de 45% do PIB, 33 Milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de miséria e salário mínimo de menos de US$80.

Já vi péssimos governos locais Petistas também. O regime político no Brasil, no entanto, é fundamentalmente centralizado e são as políticas federais que dão o alcance possível para as realizações locais. O governo FHC é, portanto, o responsável pelo quanto o Brasil engatinhou nos anos 90 e início dos anos 2000, enquanto a riqueza brasileira se acumulou, ainda mais, nas mãos de uns poucos.

Agora ouço dizerem que foi bendita a herança de FHC, querendo reverter, por meio de palavras apenas, a percepção clara de uma década de miséria e alienação. Não caio nessa! E tomo a bendita matemática prá não me deixar esquecer o sabor amargo daqueles frutos.

domingo, 12 de abril de 2009

Agonizando

Agonizando, do álbum Titanomaquia.


Até o osso, até o fim
Até o fundo, até o final
Até rasgar, até bater
Até furar, até fuder
Até coalhar, até dissolver
Até rachar, até amanhecer
Até estrebuchar, até intumescer
Até desmanchar, até enrrigecer
Até zunir, até apagar
Até dormir, até escurecer
Até faltar ar, até doer
Até esvaziar, até desfazer
Até passar, até acabar
Até mofar, até amortecer
Até calcinar, até corroer
Até vazar, até evanescer
Ficar de costas, ficar de lado
Deitar no chão, ficar acordado
Ficar de pé, ficar sentado
Tentar dormir, ficar acordado
Ficar acordado
Ficar acordado
Até o dia seguinte ao próximo dia
Até o próximo dia ao dia seguinte
Até o dia seguinte ao próximo dia
Até o próximo dia ao dia seguinte
Até morrer, até morrer
Até espumar, até ferver
Até morrer, até morrer
Até secar, até apodrecer
Agonizando, agonizando
Agonizando, agonizando
Agonizando
Agonizando

sábado, 11 de abril de 2009

Heavy Metal

Na mesma linha do post anterior, até bem recentemente, aproveitava pouco do rico gênero musical que é o Heavy Metal e o Hard Rock em geral. Dessa vez, por puro preconceito.

Mesmo o álbum Titanomaquia, do Titãs, causou-me estranheza no início por sua ruptura em relação ao trabalho passado da banda e por ser muito mais pesado. Só após um tempo passei a apreciar e hoje o considero o melhor album de sua discografia.

Acaso outrém sofra do mesmo mal, posto abaixo uma belíssima música do Amon Amarth obtida do Youtube. A péssima qualidade do vídeo talvez seja, nesse caso, uma vantagem, pois minha recomendação é que se concentrem apenas no som. Numa segunda passada, sim, podem apreciar o estilo dos figura.

Em relação à letra, é melhor não querer saber do que se trata.


Sempre atrasado

Eu, normalmente, tomo conhecimento de um som que me agrada bem depois dos lançamentos e de estourar no mercado. Não escuto FM nem assisto MTV, então, as novidades ficam por conta de indicações de amigos, somente.

Aconteceu assim com as bandas Raimundos e Los Hermanos e nesse post me penitencio e atesto o quão realmente são espetaculares. Já haviam passado do sucesso ao ocaso quando, finalmente, percebi sua qualidade musical e passei à cata de suas músicas.

Do que há de novo, posso apontar apenas a banda carioca Cabaret, que lançou um álbum homônimo excelente, rock'n roll de primeira! Obrigado ao amigo Bruno B. pela indicação.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Ética Hacker

Houvesse internet nos idos sessenta ou sententa, muitas bandas referenciadas no post anterior teriam maior sobrevida. O marketing é a alma do negócio e o advento do formato mp3 favoreceu a divulgação das produções, uma vez que, músicas e álbuns inteiros são transferidos pela internet à grande velocidade.

Há, no entanto, interesses ameaçados que muitas bandas tomam erroneamente como seus. Esses são interesses da indústria fonográfica que se apropria da criação intelectual e mesmo para os próprios músicos distribuem migalhas. Quem o diz é Gilberto Gil em entrevista recente que pode ser lida aqui, na íntegra.

O preço médio de um CD, lançamento ou não, é R$20,00. Este, no entanto, é composto de plástico, principalmente, e tecnologia de gravação, barata nos nossos dias. Também, a cultura é necessidade que será satisfeita por qual meio for e hoje temos à disposição ferramentas que nos permitem acessar nossas produções favoritas. Esperar então que abdiquemos de utilizar essas ferramentas em nome de um pretenso direito intelectual que já foi violado é somente ridículo.

Prá mim, o compartilhamento de informação digital é semelhante à Árvore do bem e do mal no meio do jardim do Éden. Deus sabia que o homem ia comer, fazia parte do plano. Então, queridos, ao ataque!

Envenenado de Porto Alegre


2008 foi pra mim, o ano de descoberta da blogosfera. Essa ferramenta incrível de democratização da possibilidade de expressão e formação de grupos.

Uma das melhores descobertas foi o blog VENENOS DO ROCK que posta discos completos de bandas psicodélicas dos anos sessenta e setenta. Rock, blues, folk e outros rítimos maravilhosos postados à velocidade maior do que é possível consumir.

Talvez devido à dificulade de divulgação, grandes bandas tiveram vida muito curta e lançaram apenas um ou dois albuns. Outras, fizeram carreira, e o bloguista as publica assim mesmo, o que entendo como homenagem e necessidade de compartilhar esse legado.

Quero destacar o som do Panama Limited. Linda voz de Anne Matthews e atmosfera toda peculiar desse disco que me agrada demais! É experimentar para entender.

É a economia, camarada!

Em tempos de substituição do presidente do Banco do Brasil para acelerar a queda dos 'spreads bancários', vale a pena conhecer, e salvar no 'bookmarks', esse link do Banco Central que lista as taxas de juros praticadas pelas diversas instituições financeiras, em diversas modalidades de empréstimo.

Por exemplo, as taxas de juros na modalidade empréstimo à pessoa física-crédito pessoal dos bancos CEF, BB e Bradesco, são 2,11, 2,33 e 4,73, respectivamente.

Percebe-se, desde já, que os bancos estatais praticam taxas de juros BEM menores que os bancos privados e, sabidamente, emprestam muito mais.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Inicio

Bem...Eu tinha pensado já em fazer blog a algum tempo. Deveria começar com um post sobre rock e um link para a música do Doors 'Been down so long' ou 'The changeling', ambas do album LA Woman. Tem motivo pras duas, a primeira principalmente, mas não vou falar disso agora.

A questão é que o impulso tomou forma e não vou voltar atrás. Sobre isso devo dizer que tem a ver com cerveja, quinta latinha até agora, e sei onde tem mais....

Prá não me entregar mais que o necessário, vou parar aqui pra, enfim, ver comé que ficou.